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IMUNOTERAPIA

Imunoterapia, também conhecida como vacina para alergia, é uma forma de tratamento que visa diminuir a sensibilidade aos alérgenos. Alérgenos como poeira, mofo, pólen e pelos de animais, são substâncias que desencadeiam os sintomas de alergia quando uma pessoa alérgica é exposta a eles. Se você sofre de asma, rinite, conjuntivite e alergia a picada de insetos, você pode se beneficiar com a imunoterapia.

 

A imunoterapia será indicada aos pacientes de acordo com frequência e a intensidade dos seus sintomas (gravidade), incapacidade de corrigir a qualidade do ambiente, quando houver prejuízo de sua qualidade de vida e nos casos de uso frequente de medicamentos para alívio dos sintomas.

 

Alergia é uma resposta exagerada do organismo aos alérgenos. A imunoterapia funciona fazendo com que o seu corpo responda a quantidades administradas de alérgeno (s) específico (s), por via subcutânea ou oral, dado (s) em doses crescentes, através do desenvolvimento de imunidade ou tolerância. Como resultado, os sintomas da alergia diminuem quando você for exposto a este alérgeno no futuro.

▪ Duas fases são envolvidas na imunoterapia:

1. Fase de indução: Trata-se de receber injeções com quantidades crescentes de alérgenos de uma a duas vezes por semana, a duração desta fase geralmente varia de três a seis meses. 

2. Fase de manutenção: Esta fase começa quando a dose terapêutica eficaz for alcançada, ou seja, a maior concentração de alérgeno (s) tolerada dependendo do seu nível de sensibilidade. Durante a fase de manutenção, o intervalo entre as doses pode variar de duas a quatro semanas. Seu alergista é que deve decidir qual o melhor intervalo para você. Você pode observar uma diminuição dos sintomas ainda na fase de indução, mas pode levar 12 meses na dose de manutenção para notar uma melhora. Se você não viu melhora após um ano de terapia de manutenção, avalie junto com seu alergista as possíveis causas da falha no seu tratamento.

 

▪ A ausência de resposta à imunoterapia pode ser devido a vários fatores, tais como:

 

- Dose insuficiente do alérgeno na vacina.

- Alérgenos não identificados durante a avaliação da sensibilidade alérgica.

- Altos níveis de alérgenos no ambiente (ou seja, controle ambiental inadequado).

- Exposição significativa a substâncias irritantes (por exemplo, a fumaça de cigarro).

- Irregularidade na aplicação das doses, principalmente causada pela dificuldade de aderência, devido ao longo período de tratamento.

 

Se a imunoterapia é bem sucedida, o tratamento de manutenção é continuado por um período de três a cinco anos, normalmente levando a uma remissão duradoura dos seus sintomas de alergia. 

As reações adversas a imunoterapia são raras. A imunoterapia, associada ao controle do ambiente, é a melhor forma de se obter o controle dos sintomas alérgicos além de prevenir a progressão da doença para quadros mais graves.